Vale do Pati – Chapada da Diamantina

Vale do Pati – Chapada da Diamantina

O Vale do Pati fica no coração da Chapada da Diamantina, um lugar mágico que sempre esteve no topo da minha lista de lugares para visitar. Nesse último mês de Outubro, finalmente realizei um sonho antigo e fiz uma viagem de 5 dias dentro do Vale, conhecendo grande parte de seus atrativos e um pouco da história dos seus poucos mais resistentes moradores.

A Chapada da Diamantina começou a ser ocupada em meados do século XVIII, na época do garimpo e da corrida pelos diamantes. Essas pedras preciosas acabaram rendendo o nome para a Chapada e foram motivo de muita disputa na região. O Vale do Pati também foi um local de garimpo, mas logo perdeu esse foco e começou a produzir café e milho para as cidades vizinhas. No local chegou a existir uma população de duas mil pessoas. Aos poucos as pessoas foram deixando a região e acabaram restando somente cerca de dez famílias, que decidiram permanecer lá e arrancar o sustento da terra. Quando o Parque foi criado, em 1985, a região ganhou um enorme impulso para o turismo e hoje é um dos lugares mais visitados do Brasil.

Vale do Pati

Montar a viagem para o Pati foi uma tarefa exaustiva, mas muito prazerosa. Em princípio não sabia muita coisa, além de que o lugar é maravilhoso e que seria necessário caminhar bastante. As dúvidas foram surgindo a medida que a ideia da viagem tomou forma e realmente decidimos realizar esse sonho antigo. Logo descobri que dentro do Vale existe uma pequena comunidade de moradores e eles estão preparados para receber visitantes e oferecem além da alimentação e banho, também cama para pernoitar. Com essa informação em mãos pude me concentrar no “prato principal”: escolher o roteiro da viagem.

O Roteiro

As variáveis para montar o roteiro envolvem o tempo que você tem, quanto deseja caminhar e o que pretende visitar. O Pati está cercado por 3 cidades e todas oferecem trilha para entrada no Vale, mas com graus de dificuldade bem diferentes. A maioria das pessoas entra no Pati por Guiné, em um trajeto mais fácil, com poucas subidas e cerca de 10km de caminhada. Outra opção e entrar por Andaraí, mas não é muito recomendável por conta da (subida – descida do império), as pessoas normalmente entram por Guiné e saem por Andaraí, deixando a subida do império no final. A última opção é entrar pelo Vale do Capão, passando pelos Gerais do Viera e Gerais do Rio Preto, em um trajeto de 20km, com algumas subidas e descidas.

Eu e minha esposa estávamos decididos a caminhar bastante e tentar aproveitar ao máximo os 5 dias de imersão dentro do Vale. Nós optamos por entrar pelo Vale do Capão que é sem dúvida a entrada mais espetacular para dentro do Pati, com caminhadas longas em terreno plano, em uma área de vegetação rasteira e grande parte desse trajeto é feito na parte alta dos Gerais com vista panorâmica da Chapada.  Veja o trajeto abaixo:

Powered by Wikiloc

Já dentro do Vale optamos por visitar 5 atrações: o Cachoeirão por cima, o Morro do Castelo, a cachoeira dos Funis, o Poço da Árvore e a cachoeira do Calixto. Assim, distribuímos nossos dias com intuito de deixar a cachoeira do Calixto por último, já que havíamos decidido voltar para o Vale do Capão pelo outro lado do Morro do Castelo, fazendo um circuito circular.

Como chegar e onde se hospedar no Vale do Capão

O Vale do Capão é uma vila muito gostosa de ficar e cheia de atrações para visitar, mas isso é para outra viagem. Chegar lá é complicado, especialmente saindo de São Paulo ou do Rio de Janeiro. A opção que escolhemos foi pegar um avião de São Paulo até Salvador e depois pegar um outro para Lençois. Hoje, existem somente dois voos semanais para Lençois operados pela Azul linhas aéreas, aos domingos e as terças (saída às 12:00hs). De Lençois contratamos um transfer da pousada do Vale do Capão para nos buscar. Essa brincadeira acabou saindo cara e talvez o mais barato seria pegar um avião até Salvador e de lá pegar um ônibus até Palmeiras, cidade ao lado do Capão. Da rodoviária de Palmeiras algumas vans oferecem serviço de transfer. O caminho até o Capão é em estrada de terra.

O que não falta no Capão é opção de pousada. Você pode escolher entre todas as faixas de preço e conforto. Nós ficamos na Pousada Tarumin, que tinha um preço bem competitivo e quartos muito confortáveis. O café da manhã também estava ótimo.

A Trilha

Resolvemos fazer a trilha sem contratar um guia. Sempre que vou encarar uma caminhada longa, em um lugar que não tenho muita familiaridade, procuro absorver o maior número de informações. Além de uma extensa pesquisa na internet sobre as trilhas, andei com GPS o caminho inteiro e também mapa impresso da região. É uma trilha que não recomendo para iniciantes sem guia, pois são distâncias grandes, com muito desgaste físico e alguns trechos de navegação mais complicados.

Dia 1 – Vale do Capão – Igrejinha (hospedaria do seu João)

Percurso - 19 km
Elevação - 725 metros
Tempo andando - 5 horas

O primeiro dia é bem puxado, tem um percurso extenso e quase inteiro exposto ao sol. Acordamos bem cedo na pousada no Vale do Capão, tomamos o café da manhã e logo pegamos um transfer até o Povoado do Bomba (cerca de 10km), onde a trilha efetivamente começa. Iniciamos às 8:40hs com muita empolgação e uma certa dose de incertezas, pelo tamanho do desafio. Logo de cara tivemos que enfrentar um subida com aproximadamente 350 metros de elevação, que nos tomou uma hora e meia. Lá em cima passamos por um momento especial deixando o Vale do Capão para traz e entrado nos Gerais do Vieira. Lugar maravilhoso, com vista panorâmica para os dois lados. Nesse momento sabíamos que havíamos tomado a decisão certa de fazer o caminho pelo Vale do Capão.

Vale do Pati

Seguimos um bom tempo por esse terreno plano até o “Rancho”, ponto que escolhemos para descansar. Tem um poço que da para nadar, sombra e muita água fresca para abastecer os cantis. Ficamos cerca de 20 minutos e seguimos de volta para a trilha. É bem nesse ponto que subimos (subida do “quebra bunda”) o morro até os Gerais do Rio Preto. É uma subida curta, de uns 30 minutos. Desse ponto em diante caminhamos por cima o tempo inteiro até a descida da rampa. É um trecho com diversos mirantes incríveis para fotos. Chegando na rampa já é possível ter uma noção geral do Pati e avistar a hospedaria da Igrejinha, onde nós iríamos pernoitar. Em pouco tempo chegamos lá, e logo reservamos nosso quarto com pensão completa.

Vale do Pati

DIA 1 – TRACKLOG

Dia 2 – Igrejinha – Cachoeirão por cima – Casa de Dona Raquel

Percurso - 18 km 
Elevação - 585 metros 
Tempo andando - 5 horas

Acordamos cedo, prontos para mais um dia de muita caminhada, já que iríamos visitar o Cachoeirão. Depois de um café da manhã bem reforçado terminamos de arrumar as mochilas e seguimos nosso rumo. A caminhada é sempre em terreno aberto, sem nenhuma proteção do sol. Tem uma subida no começo da trilha, mas grande parte do percurso é em terreno plano. A maior dificuldade nesse dia é a navegação nos lajeados já perto do mirante do Cachoeirão. Lá, acabamos nos guiando muito pela intuição e com o GPS, pois a trilha meio que se perde nas pedras.

Cachoeirao por cima

A vista do mirante compensa a caminhada e vale a pena ficar lá contemplando durante algum tempo. O caminho de volta é quase o mesmo da ida. Pegamos uma bifurcação no final para a casa de Dona Raquel, que é uma das casas mais conhecidas da região. Estávamos um pouco preocupados em não chegar muito tarde, para conseguir pegar um quarto.

DIA 2 – TRACKLOG

Dia 3 – Casa de Dona Raquel – Morro do Castelo – Cachoeira dos Funis – Casa de Dona Raquel

Percurso - 15 km 
Elevação - 771 metros 
Tempo andando - 4:35 horas

A hospedagem na casa de Dona Raquel é fantástica! Fazia tempo que não via tanta qualidade e fartura de comida.

Nós saímos logo após o delicioso café da manhã e fomos beirando o rio até o início da subida do Morro do Castelo. É uma subida com aproximadamente 400 metros de elevação no meio da mata. Antes de chegar ao ponto mais alto é preciso atravessar uma gruta, em um percurso de 500 metros, mas que exige o uso de lanternas. A passagem da gruta é bem divertida e ajuda a quebrar o esforço da subida. Do outro lado, o caminho fica um pouco confuso até pedra do mirante, mas com persistência acabamos achando a trilha.

Morro do Castelo

Na volta, a descida é pesada até o Rio dos Funis, mas sempre com a proteção da mata. Lá embaixo resolvemos seguir para a cachoeira dos Funis caminhando pelo rio, entre as pedras e pequenos trechos de trilha na beira do rio. Em pouco tempo chegamos na cachoeira e aproveitamos para tomar um banho e descansar. No caminho de volta para a casa de Dona Raquel resolvemos ir pela trilha oficial, passando por um dos morros do Vale do Pati.

DIA 3 – TRACKLOG

Dia 4 – Casa de Dona Raquel – Poço da Árvore – Casa de Jailson

Percurso - 5 km 
Elevação - 216 metros 
Tempo andando - 1:37 horas

Esse dia foi o mais tranquilo de toda a viagem. Durante o planejamento do roteiro pensei em ter um dia para descansar e curtir o Vali do Pati sem muita caminhada. Acabou sendo a escolha perfeita, já que no último dia teríamos que caminhar mais de 20km e uma trilha com muita elevação.

Vale do Pati - Poço da Árvore

Acordamos sem muita pressa e tomamos um longo café da manhã. Arrumamos nossas coisas, nos despedimos do pessoal da casa de Dona Raquel e seguimos com destino ao Poço da Árvore. Um trecho sem muito desafio e com poucas subidas e descidas. No caminho, paramos na casa de Jailson, deixamos nossas coisas e combinamos a hospedagem. O Poço da Árvore é um lugar gostoso para ficar relaxando e nadar. Achei mais legal o lajeado que fica escondido atrás do Poço, seguindo uma trilha que beira o rio. O lajeado é uma delícia, repleto de pequenos poços e corredeiras. Ficamos lá bastante tempo e voltamos para a casa do seu Jailson para tomar um banho e jantar.

DIA 4 – TRACKLOG

Dia 5 – Casa de Jailson – Cachoeira do Calixto – Vale do Capão

Percurso - 20.6 km 
Elevação - 961 metros 
Tempo andando - 6:08 horas

O último dia foi sem dúvida o mais difícil. Nos despedimos de seu Jailson e família e seguimos a trilha para dentro da mata do Calixto. Grande parte do dia caminhamos dentro dessa mata fechada, em um ambiente muito úmido e repleto de pequenas subidas e descidas que parecem não ter fim. É um longo sobe e desce até chegar na cachoeira do Calixto onde finalmente paramos para comer e descansar. Nesse ponto é importante você marcar o lugar de entrada para a cachoeira, pois a continuação da trilha se encontra na outra margem do rio, quase em frente ao local que você chega na cachoeira. Nós acabamos se perdendo um pouco nesse ponto, cerca de 10 minutos até achar a trilha.

Logo depois da cachoeira tem uma enorme subida até os Gerais do Vieira, uma subida com cerca de 250 metros de elevação. Lá em cima a caminhada é quase plana, ou com pequenos desníveis, mas não se engane, ainda tem um bom chão até o Vale do Capão. No final dos Gerais do Vieira encontramos a bifurcação que pegamos na ida e aproveitamos para tirar algumas fotos e falar adeus para o Vale do Pati, que já se encontrava no horizonte. Em pouco tempo descemos até o povoado do Bomba, no Vale do Capão e encontramos o pessoal que eu havia contratado para nos buscar lá.

Vale do Pati - Gerais do Vieira

DIA 5 – TRACKLOG

As Hospedarias do Pati

A estrutura das hospedarias dentro do Vale é excelente, com opção de pensão completa (café da manhã e jantar), banho (frio), quarto com cama arrumada (sem lençol por cima), espaço de lavanderia para você lavar as suas coisas e muita simpatia por parte dos moradores.

Hospedaria

Hoje a maioria das hospedarias conta com energia solar, o que torna possível carregar algum equipamento eletrônico, como câmera fotográfica e GPS. Algumas delas até tem refrigeradores e oferecem cerveja gelada. Outro serviço muito importante são os pequenos mercadinhos dentro das hospedarias, que ajudam na hora de montar um lanche de trilha para o dia de caminhada. Como não sabíamos desses mercados, nós acabamos levando lanche para todos os dias da viagem, o que deixou a mochila mais pesada. O custo de pensão completa (Outubro 2017) nas 3 hospedarias que ficamos foi de R$ 110 por pessoa por dia. A comida em todos os lugares foi excelente e você sempre pode repetir até ficar satisfeito. Tente chegar cedo nas hospedarias para garantir o seu lugar. Em feriados deve ser bem difícil. Seja cordial com os moradores e guias da região e respeite as regras da casa.

TRACKLOG DE TODOS OS DIAS JUNTOS

Recomendo baixar os tracklogs separados por dia, para obter as informações corretas, com estimativas de tempo e elevação.

Para cima e avante!

17 thoughts on “Vale do Pati – Chapada da Diamantina

  1. Gostei muito desse roteiro que você fez.
    Pretendo ir em maio. No primeiro dia, quero ir na cachoeira da fumaça, por cima, antes de começar o roteiro que você fez.
    Sabe se tem como terminar esse percurso indo para Lençóis? O transfer no fim da trilha você tinha combinado antes, correto?

    Parabéns pela aventura.

    1. Ronaldo, bom dia!
      Não tem saída do vale do Pati para Lençóis. Talvez uma trilha não muito utilizada.
      Sim, eu já havia combinado um transfer no fim da trilha.
      Espero que você consiga fazer a viagem, é um lugar muito especial.
      Boa sorte!

      1. Obrigado pela resposta.
        Você terminou onde começou, no Bomba, certo? De lá voltou para a Vila do Capão, isso? Tinha combinado o transfer como, com hora marcada, ou tipo quando chegasse lá no Boma ligava. Como Funciona essa logística? Será que tem como combinar um transfer do Bomba para Lençóis?
        Outra coisa, sabe se por acaso eu decidisse terminar no Andaraí, quais seriam as opções de deslocamento até Lençóis?

        Perdão pelo monte de perguntas e obrigado.

        1. Oi Ronaldo,

          Sim! A trilha propriamente começa e termina no povoado do Bomba, que fica a cerca de 10km, ou menos, do Vale do Capão.
          Combinei um transfer com hora marcada para a data da minha chegada. Fizemos uma estimativa de tempo de caminhada e calculamos um horário estimado. Combinamos às 5 da tarde e acabamos chegando às 5:30.
          Tenho o contato das pessoas que fizeram o transfer. Vitala e Liz, trabalham na pousada Tarumin, no Vale do Capão. Elas fazem o transfer para Lençóis também.
          Andaraí é uma cidade maior e deve ter opções de transporte público. Com certeza um ônibus para Lençóis.
          Qualquer dúvida é só perguntar.
          Abraços,
          Rodrigo Pluciennik

  2. Olá Rodrigo, muito legal sua experiencia. Eu e meu marido pretendemos fazer o Vale, sem guia, no final de Fevereiro. Você poderia me ajudar com algumas dúvidas, já que estou pensando em fazer o mesmo trajeto.
    1° No primeiro dia vocês passaram pelo caminho do Gerais, pela Rampa da Ruinha? Não esta interditada, a Rampa da Ruinha?
    2° A trilha, de volta, pela cachoeira do Calixto é bem demarcada? Tem como acampar na Cachoeira do Calixto?
    Obrigada

    1. Oi Paula,

      Que legal! Eu recomendo muito fazer o Pati entrando pelo Vale do Capão.
      Não tivemos nenhum problema na rampa na descida para o Pati. A rampa já é no final da caminhada e vindo de cima é o acesso principal para o Pati, inclusive para quem sai de Guiné. Nós fomos em Outubro do ano passado.
      A trilha do Calixto é bem demarcada, o único trecho mais complicado é bem na cachoeira. A continuação da trilha fica do outro lado, em frente a saída da trilha principal. Acabamos nos perdendo um pouco lá, pois fomos entrar na cachoeira e depois demoramos para achar a trilha. Sim, é possível acampar lá, mas é um lugar bem ermo, na época que estávamos lá, o pessoal disse que tinha uma onça com cria pequena. Sei lá… A história fica na cabeça… 🙂
      Boa sorte para vocês e qualquer dúvida é só perguntar.

  3. Então. Obrigado de novo.
    Já estou achando que vou voltar pro Capão.
    Queria ir pra Lençóis, para no último dia ir no Morro do pai Inácio. Acho que esse transfer que você contratou talvez faça esse serviço, Capão – Pai Inácio.
    Agradeceria muito se me passasse esse contato.

  4. Olá Rodrigo ainda estou com uma dúvida e acho que você pode me ajudar.
    Estou procurando um GPS (estou pensando Etrex 20x) para comprar e vi que você postou um Tracklog, gostaria de baixar o seu tracklog mas não sei por onde baixar…e qual foi o GPS que você usou (ou usa)? ele funciona bem? tem falhas?
    Desde já te agradeço!

    1. Paula,
      Eu uso o relógio da Garmin, o Fenix 3 HR. Além de um GPS, ele oferece uma enorme quantidade de funções, para qualquer tipo de atividade física. Uso ele no meu dia-a-dia, para correr e pedalar. Como GPS ele oferece a possibilidade de você fazer o upload de trilhas e todas as informações que você precisa.
      O ETREX 20X permite que você faça o upload de mapas também, o que ajuda na visualização da sua localização.
      Eu estou muito feliz com o Fenix 3 HR, pois faz sentido para mim. Além de GPS é um smartwatch. Agora a Garmin lançou o fenix 5 que supostamente suporta mapas também.
      Se vc pretende ter somente um GPS o ETREX é uma boa opção. Lembre que os mapas não estão instalados, vc vai ter que buscar na internet. Tem alguns mapas gratuitos.
      O link para os Tracklogs estão no texto do blog. Coloquei a opção de download de um por dia e também da trilha inteira. Recomendo baixar os dias individualmente, pois assim vc terá informações precisas com estimativas de tempo e elevação.

      Espero não ter sido muito confuso.

  5. Rodrigo , acabamos de voltar do Vale do Pati. Adoramos tuas dicas, foram preciosas. Desde a Pousada Tarumin, até os tracklogs, foram de muita utilidade para nossa travessia ser um sucesso!! Eu, minha amiga fera no GPS e mais um amigo também apaixonado por travessias amamos o Pati. Gratidão !!!

    1. Que maravilha! O propósito do blog é justamente esse – ajudar as pessoas na busca de informações sobre trilhas e aventuras. Obrigado pelas palavras!

  6. Boa tarde! Parabéns pelo post! Farei com minha esposa no ano que vem, e gostaria de saber que tamanho de mochila levou e se o que considerou importante de ter levado na travessia! Abs!

    1. Oi Sergio!
      Eu levei uma mochila de 55 litros, mas nunca ficou cheia. Devo ter carregado no máximo uns 14kg, que no final da trilha viraram 10kg, pois fomos consumindo a comida. A Lara, minha esposa, levou uma mochila de ataque de 20 litros, com um peso de 5kg.
      Uma das coisas mais importantes que eu levei foi o mapa impresso da região. Diversas vezes a gente abriu o mapa para consultar nossa localização e ter uma visão ampla de toda região. A lanterna de cabeça também foi essencial para o dia do Morro do Castelo. Não contei no blog, mas acabamos descobrindo uma outra gruta lá em cima e só foi possível graças a lanterna.
      Boa sorte na viagem de vocês! Abs! (O mapa pode ser comprado online no mercado livre)

    1. Boa tarde,
      As hospedagens dentro do Vale do Pati não tem telefone e nem email. Alguns guias conseguem fazer reserva pedindo para uma pessoa que vai entrar no Vale. Nos feriados fica muito cheio e deve ser complicado conseguir lugar. Nas outras datas é tranquilo e basta chegar e arranjar sua vaga na hora.
      São poucos lugares de camping e os moradores assim como o Parque não incentivam a prática.
      Abraços e boa viagem!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.