Trilha do Funicular – Travessia Paranapiacaba x Cubatão

Trilha do Funicular – Travessia Paranapiacaba x Cubatão

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O Funicular de Paranapiacaba foi muito importante no final do século XIX e durante grande parte do século XX para transportar a produção de café até o porto de Santos. Foi finalmente desativado na década de 80 e substituído por um sistema moderno de trens.

Fizemos essa trilha em Janeiro de 2016 em uma época do ano que há grande incidência de chuvas, mas tivemos sorte e conseguimos completar sem grandes problemas. A trilha que liga a Vila de Paranapiacaba até Cubatão pode ser completada em um único dia, em aproximadamente 6hs a 8hs, mas também é possível pernoitar no caminho e completar em dois dias. Essa não é uma trilha recomendável para amadores ou pessoas com pouca experiência em trilhas e nem para grupos grandes. O percurso passa por tuneis e pontes em estado avançado de decomposição por conta da ação da umidade e do tempo. Atravessar as pontes é perigoso e existe um risco real de acidentes, principalmente as mais próximas do litoral encontram-se em estado precário e é imperativo contornar pelo mato para chegar do outro lado.

Essa trilha não é mais autorizada pelo Parque Estadual da Serra do Mar e existem relatos de pessoas que foram abordadas e tiveram que voltar. Logo no início é necessário cruzar os trilhos do sistema cremalheira, da empresa MRS, que hoje opera nessa região e além de ser perigoso pode gerar uma multa.

Saímos de São Paulo bem cedo, antes do sol nascer. A ideia era chegar na Vila de Paranapiacaba de transporte público e voltar de Cubatão de ônibus até o terminal do Jabaquara. Pegamos o metrô e baldeamos até a estação do Brás, de lá é necessário trocar de trilhos e pegar o trem até a estação Rio Grande da Serra, depois andar até o ponto e pegar o ônibus até Paranapiacaba. Estava amanhecendo quando chegamos na vila, já bem próximos a entrada da trilha e do cemitério da Vila.

Vista do alto da Serra do Mar

Logo no início da trilha tem uma placa do Parque Estadual da Serra do Mar avisando sobre o acesso restrito e da necessidade de autorização para seguir em frente. Um pouco depois você já esta nos trilhos do sistema cremalheira, muito cuidado para cruzar e achar a bifurcação no mato para subir até a trilha original. A vista lá de cima, no início da trilha, é bem reconfortante com a Serra do Mar em frente. O nosso plano era fazer a expedição em dois dias para poder aproveitar o passeio, além de curtir o pernoite no mato. Então, fomos caminhando bem devagar, aproveitando para explorar e tirar algumas fotos.

Atravessando ponte

Para atravessar as pontes do funicular é fundamental o uso de luvas apropriadas para trilhas e caminhar sobre as estruturas de metal, além de apoiar as mãos nos trilhos. os dormentes de madeiras estão em estado crítico, realmente se soltando e desfazendo. Seguimos explorando a trilha, seus tuneis e pontes até chegar no terceiro patamar do funicular, casa de máquinas onde o maquinário de cabos de aço era operado para subir e descer o trem. Resolvemos montar acampamento lá, já que a estrutura era toda coberta e optamos em dormir em redes.

Casa de Maquinas

No dia seguinte acordamos bem cedo e continuamos o caminho rumo a Cubatão. A trilha até o litoral segue com uma série de pontes e tuneis e muita mata. Tem um trecho que parece um pomar, cheio de goiabeiras e nós aproveitamos para comer algumas. Chegando no final a trilha começa a ficar mais plana e passamos por uma pequena cachoeira.

Ponte tomada pelo mato

Finalmente chegamos no pátio de manobras dos trens e de lá nos dirigimos até o ponto de ônibus para pegar um circular até a rodoviária. Chegamos na estação Jabaquara em São Paulo no final do dia, muito contentes pela experiência vivida.

Para cima e avante!

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